segunda-feira, 8 de julho de 2013

Palavras de Menta


Querido,
querido
querido
querido

blog


é assim que me apetece tratar-te, depois de 2 ou 3 dias sem te, sem te escrever.

É assim: na distância das letras que te gravo, que percebo, ainda mais, o quanto me és importante. Único. Assim para sempre, como agora.


Beijo-te com a saliva fresca das palavras de menta, e sigo na manhã quente, salpicando-me de água fresca. Sigo, mas já só penso em..em voltar a escrever-te: palavras de menta.


:)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

:(

<3
<3
<3

E sim, as pessoas são bem mais parvas do que parecem.

Até já, 

Querido


Blog
At Last
<3

Não


Houve um tempo em que tinha nas mãos uma vocação de jazigo. Houve outro tempo em que a vocação era de partituras, de palavras quentes e brancas, alinhadas - poeta meio vestido de metáforas e ainda assim nu, meio louco, meio alado: com o sonho de romper todas os dogmas, e com brandura esquartejar as filosofias que em desequilíbrio deixavam o mundo numa “ouquidão” insuportável. Todos os tempos foram volúveis nas ternuras, nos amores e nos afectos – tanto de grego como de troiano, tanto de porto como de cais. Tanto de pouco. Como de muito.

Houve um tempo de simplicidade. Era a vocação do (s) verso(s).. Era dos versos, sim era dos versos. Era a vocação da embriaguez de solidão. Era a dança nas arestas de chuva nos cabelos.

Houve um tempo que te fiz um verso único, derradeiro e dei-to a beber: como poção mágica. Para que nos unisse, e tecesse sobre nós sem desfiar – um manto de entendimento, para sempre.

Nesse tempo, não abriste os olhos, não ficaste extasiado com as palavras. Não com essas. Havia outras. Palavras.


Neste tempo é hoje- E hoje? Para que fazes tu agora esta ode das palavras? Dizes-me Deus, única, e falas de infinito. Ajoelhas-te e adoras as palavras – essas.

Que me dizes tu das chuvas? Repara: Não há nós. Só laços desatados.

Às vezes sim, sei que me escreves. Solenidade. Eloquência. Elevação de estilo.

Não. Há nós na ode das palavras.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Há sítios silenciosos e banais, sítios que nos acalmam como se fosse a nossa casa. Há tantos sítios que parecem banais.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Gelatinoso não soa nada bem



Trabalhar-se num sítio em que apenas há um homem, tem coisas engraçadas:  enquanto as mulheres "atacam" desefreadamente as gelatinas de 10 Calorias, o homem calmíssimo, solta a seguinte pérola: vocês a comerem tanta gelatina podem até emagrecer mas ficam de certeza bastante mais gelatinosas.

Gelo - silêncio total


Eu, por mim, nunca mais olharei para aquelas gelatinas da mesma maneira
eheheheh

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Amo-te é a palavra

Querendo fugir ao lugar comum dos escribas parvos e piegas, tentei de tudo, neologismos, gestos, teoremas.

Mas as palavras não são como os dias. Não existe nelas uma (in) fiabilidade climatérica.

Há nelas, nas palavras, uma constância, que não deixa que o seu mais profundo significado seja reduzido ou esvaziado. Ou traduzido - por outras palavras.

Amo-te é a palavra. O tempo é este.
Como sempre. Neste sempre.
Amo-te é a palavra.